Formas de pagamento nas lojas de Pedro Juan
Dinheiro, cartão ou Pix — o que cada um custa a mais e o que exigir de comprovante.
Atualizado em agosto de 2026
Toda forma de pagamento funciona na fronteira. O que muda é o preço final e o rastro que ela deixa — e os dois importam: um decide quanto você gasta, o outro decide o que você mostra na fiscalização da volta.
Dinheiro em dólar é sempre mais barato?
Quase sempre. É a moeda da etiqueta, não tem IOF, não tem spread e é onde o vendedor tem margem para desconto — pedir desconto à vista em dólar é prática comum e costuma funcionar.
A contrapartida é carregar espécie. Leve o necessário, separado, e ver dólar, guarani e real.
Quanto custa a mais pagar no cartão de crédito?
Três custos somam:
- o IOF sobre compra internacional, cuja alíquota muda por decreto;
- o spread da bandeira e do banco na conversão;
- o acréscimo da loja, quando ela cobra — de 3% a 10% em algumas casas.
Some os três antes de comparar com o preço à vista. E confira a fatura: a conversão é feita na data do processamento, não na da compra.
Dá pra pagar por Pix?
Muitas lojas de Pedro Juan aceitam Pix para uma conta brasileira. É prático, mas é onde mora o golpe mais comum da fronteira.
Antes de confirmar, cheque o nome do recebedor na tela do seu banco e veja se bate com a loja. QR trocado e chave de terceiro são a assinatura da fraude — ver como não cair em golpe.
Peça a nota mesmo pagando por Pix. Comprovante de transferência não descreve o produto e não serve sozinho na fiscalização.
Dá pra parcelar?
Em compra internacional, o parcelamento é o do seu cartão, não o da loja — e cada parcela é convertida pela cotação do fechamento da fatura correspondente. Você não sabe hoje o valor exato da última parcela.
Algumas lojas oferecem parcelamento próprio para cliente conhecido. Sem contrato e sem nota, é risco que não se recupera do outro lado da fronteira.
Que comprovante exigir?
A nota da loja, com nome do estabelecimento, descrição do produto, valor real e data. Ela cumpre três papéis: prova o valor na fiscalização, sustenta a garantia e é o que resta se o produto vier com defeito.
Recuse a nota com valor "reduzido" para ajudar na cota. Ela não ajuda: declarar valor menor que o real é falsidade, e a fiscalização arbitra o preço quando desconfia.
Fonte: regras de viagem internacional da Receita Federal. Alíquotas de IOF mudam por decreto — confira a vigente antes de escolher a forma de pagamento.
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